10/10/2018 - 10:54 | Economia

CREDITO E MERCADO CENARIO ECONOMICO

Nossa Visão - 08/10/2018 10 de outubro de 2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a taxa de desemprego em agosto ao recuar para 8,1%, depois de ter registrado 8,2% em julho, alcançou o seu menor patamar desde 2008. Já as vendas no varejo, nesse mês, recuaram 0,2%, depois do avanço de 0,2% em julho.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram 2,3% em agosto, frente a julho, o maior ganho mensal em onze meses. Por outro lado, foram criados em setembro 134 mil novos postos de trabalho não agrícola, quando a expectativa era de 190 mil. A taxa de desemprego, entretanto caiu para 3,7%, o nível mais baixo desde dezembro de 1969.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,36%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 1,16%, enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,04%. O Nikkey 225, da bolsa japonesa ficou estável.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,45% em setembro, registrou alta de 0,53% na primeira quadrissemana de outubro. Já o IPCA de setembro subiu 0,48%, depois de em agosto ter tido variação negativa de 0,09%. Os preços dos combustíveis e das passagens aéreas é que tiveram maior influência. No ano a inflação acumulada ficou em 3,34% e em doze meses 4,53%, ligeiramente acima da meta.

Também de acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira caiu 0,3% em agosto, depois de uma queda de 0,1% em julho. A expectativa era de um crescimento de 0,4%.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de alta, com o Ibovespa avançando 4,57%. Assim, o ganho acumulado no ano subiu para 12,67% e para 13,68% em doze meses. O dólar, por sua vez, caiu 2,87% trazendo a alta no ano para 13,63%. O IMA-B Total, por sua vez avançou 1,93% na semana, acumulando alta de 6,72% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 05 de outubro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,40% em 2018, frente a 4,30% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,34%, frente a 1,35% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,89, como no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 76 bilhões, frente a US$ 75,65 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da ata da última reunião do BCE e da produção industrial em agosto.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação e das vendas no varejo em agosto.

No exterior, a divulgação da taxa da inflação do consumidor nos EUA é o principal evento, em um momento em que as taxas de juros dos títulos do tesouro americano de 10 anos se  consolidaram nas ultimas semanas, acima do patamar de 3%. No Brasil, além das movimentações políticas em função do segundo turno das eleições presidenciais teremos a divulgação das vendas no varejo em agosto.

Conhecido o resultado das eleições presidenciais no primeiro turno, os juros futuros de longo prazo, principalmente, caíram e voltaram para o patamar de maio deste ano. A bolsa, por sua vez também acabou registrando importante alta rumo aos 90 mil pontos.

Entendemos que esses movimentos refletem muito mais o alívio do mercado financeiro com a perda de espaço político dos partidos de esquerda, do que expectativas efetivas e bem delineadas com um novo governo à direita.

 

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, entendemos que o mais apropriado neste momento é mantermos as recomendações que vínhamos apresentando, até que tenhamos elementos mais concretos sobre o que seria o novo governo. Embora para a bolsa o cenário seja mais convidativo em função do potencial de desempenho, para a renda fixa o cenário é mais incerto, inclusive por conta do que ocorre no exterior.

Assim, em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários - 05/10/18

Índices de Referência - Setembro/2018

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